{"id":6061,"date":"2017-06-04T14:51:13","date_gmt":"2017-06-04T17:51:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cintamani.com.br\/loja\/?post_type=glossary&#038;p=6061"},"modified":"2022-06-06T16:54:33","modified_gmt":"2022-06-06T19:54:33","slug":"tara-vermelha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cintamani.com.br\/loja\/tara-vermelha\/","title":{"rendered":"Tara Vermelha"},"content":{"rendered":"<p><b><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=aM0zsnjS84s\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-6065 size-thumbnail\" src=\"http:\/\/www.cintamani.com.br\/loja\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TARA-IMPRIMIR--150x225.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"225\" \/><\/a><\/b>Tara \u00e9 o aspecto feminino do Buddha e, da mesma forma que ela \u00e9\u00a0indissoci\u00e1vel do estado desperto iluminado do Buddha, todas as deidades\u00a0femininas s\u00e3o aspectos de Tara e indissoci\u00e1veis dela. Em particular,\u00a0prestamos homenagens \u00e0 vinte e uma Taras que emanam como deusas das fam\u00edlias padma, vajra, ratna e karma. Os m\u00e9todos que empregamos para atingir as qualidades iluminadas de Tara foram transmitidos por muitas linhagens de praticantes altamente realizados do budismo tibetano.<\/p>\n<p>A linhagem desta medita\u00e7\u00e3o de Tara Vermelha, praticada sob a orienta\u00e7\u00e3o de\u00a0S.E. Chagdud Tulku Rinpoche, teve in\u00edcio de forma enaltecida, como uma\u00a0inten\u00e7\u00e3o da mente do Buddha Amitabha. De Amitabha passou para<br \/>\nAvalokiteshvara, e da\u00ed para uma emana\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria Tara. De Tara foi ao<br \/>\nrenomado mestre budista indiano Nagarjuna, e ent\u00e3o para Padmasambhava, o\u00a0grande mestre budista que trouxe o budismo Vajrayana ao Tibete no s\u00e9culo IX. Padmasambhava transmitiu esse ensinamento ao filho do rei tibetano Trisong Detsen. Ele tamb\u00e9m o confiou \u00e0 sua consorte de sabedoria, Yeshe Tsogyal, e pediu que ela o ocultasse como um tesouro, a ser descoberto mais tarde, num tempo em que fosse especialmente ben\u00e9fico.<\/p>\n<p>Assim, o <a href=\"https:\/\/youtu.be\/7q4H2cJ-Gr4\">tesouro do ciclo de Tara Vermelha<\/a> foi descerrado e codificado mais\u00a0de mil anos ap\u00f3s Padmasambhava, por Apong Tert\u00f6n, um grande lama Nyingmapa que viveu neste s\u00e9culo. Seu t\u00edtulo formal \u00e9 \u201cA Ess\u00eancia Condensada do Tesouro da Suprema Mente Iluminada: O Ritual de Mandala da Nobre Tara Vermelha, Denominado \u2018A Ess\u00eancia Que Realiza Desejos.\u2019\u201d<\/p>\n<p>No final de sua vida, Apong Tert\u00f6n mandou chamar um monge a quem havia\u00a0iniciado na pr\u00e1tica de Tara Vermelha e disse-lhe, \u201cAgora, que \u00e9 chegada a\u00a0hora da minha morte, pe\u00e7o-lhe que fa\u00e7a algo por mim. Quando eu tiver 17 anos\u00a0em minha pr\u00f3xima vida, venha a mim para conferir a inicia\u00e7\u00e3o de Tara\u00a0juntamente com a transmiss\u00e3o oral do tesouro em sua \u00edntegra.\u201d<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a morte de Apong Tert\u00f6n, os chineses consolidaram sua conquista do\u00a0Tibete, e o monge, assim como tantos outros, foi obrigado a fugir. Ele se\u00a0tornou refugiado num pequeno pa\u00eds chamado But\u00e3o. Apong Tert\u00f6n renasceu como S.S. Sakya Trizin, chefe da tradi\u00e7\u00e3o Sakyapa do budismo tibetano. Quando Sakya Trizin chegou aos 17 anos, o monge tentou ir ao seu encontro num local pr\u00f3ximo a Dehra Dun, no norte da \u00cdndia, mas n\u00e3o conseguiu um passaporte.<\/p>\n<p>Passaram-se muitos anos at\u00e9 que ele, contrastando uma apar\u00eancia maltrapilha\u00a0com a sala de medita\u00e7\u00e3o ricamente ornamentada do monast\u00e9rio de Sakya Trizin, conseguisse encontrar seu antigo mestre.<\/p>\n<p>Pouco depois do monge conversar com Sakya Trizin por alguns momentos, a congrega\u00e7\u00e3o de monges presentes na sala de medita\u00e7\u00e3o surpreendeu-se com o pedido para que se retirassem e, mais ainda, ao saber que S.S. tomaria uma inicia\u00e7\u00e3o de um visitante com uma apar\u00eancia t\u00e3o humilde. O monge ent\u00e3o conferiu a inicia\u00e7\u00e3o de Tara Vermelha a Sakya Trizin e \u00e0 sua not\u00e1vel irm\u00e3, Jetsunma.<\/p>\n<p>A caminho do seu encontro com Sakya Trizin, o monge encontrou S.E. Chagdud Tulku, que se encontrava em Tso Pema, um local sagrado nos Himalaias, ao norte da \u00cdndia, onde Guru Padmasambhava estivera em medita\u00e7\u00e3o com Mandarava, uma de suas grandes consortes de sabedoria.<\/p>\n<p>S.E. Chagdud Tulku sempre havia tido uma liga\u00e7\u00e3o com pr\u00e1ticas de Tara &#8211; sua m\u00e3e, que era lama e muito famosa, era na realidade uma emana\u00e7\u00e3o de Tara. Em retiro, ele havia realizado extensas pr\u00e1ticas de Tara e, apesar de sua afinidade com as deidades vermelhas da fam\u00edlia padma, ainda n\u00e3o havia recebido uma pr\u00e1tica de Tara Vermelha. Em Tso Pema ele teve muitos sonhos auspiciosos, indicativos de que em breve sua capacidade de beneficiar os outros aumentaria grandemente.<\/p>\n<p>O monge, ao encontrar Rinpoche, disse-lhe que, se recebesse a inicia\u00e7\u00e3o de\u00a0Tara Vermelha, grandes benef\u00edcios apareceria. Rinpoche concordou e, ap\u00f3s\u00a0receber a inicia\u00e7\u00e3o dada pelo monge, cumpriu um prolongado retiro de Tara\u00a0Vermelha, durante o qual recebeu muitos sinais de realiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Embora tenha ganho renome por suas atividades miraculosas como praticante de Tara, Rinpoche n\u00e3o a praticou num c\u00edrculo mais amplo de pessoas at\u00e9 o\u00a0momento de vir para os EUA, quinze anos mais tarde. Em 1980 come\u00e7ou a dar\u00a0ensinamentos sobre Tara Vermelha a alguns alunos no Oregon, guiando seu\u00a0desenvolvimento pelas etapas de visualiza\u00e7\u00e3o e oferecimento.<\/p>\n<p>O tesouro de Tara Vermelha constitui um ciclo extenso que inclui pr\u00e1ticas\u00a0preliminares, yoga dos sonhos, pr\u00e1ticas curativas, yoga dos canais sutis e\u00a0energias (tib. tsa lung) e ensinamentos extensos sobre a natureza da mente.<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica principal foi traduzida e \u00e9 feita regularmente nos centros Chagdud\u00a0Gonpa. As etapas da pr\u00e1tica de Tara Vermelha s\u00e3o intercaladas com preces de\u00a0homenagens \u00e0s vinte e uma Taras, escritas por um outro grande lama\u00a0Nyingmapa, um contempor\u00e2neo de Apong Tert\u00f6n chamado Kenpo Ngaga.<\/p>\n<p>S.E. Chagdud Tulku tamb\u00e9m condensou a pr\u00f3pria ess\u00eancia da pr\u00e1tica em uma\u00a0vers\u00e3o mais acess\u00edvel e concisa em ingl\u00eas, j\u00e1 traduzida para o portugu\u00eas.\u00a0Este texto mais curto cont\u00e9m dois n\u00edveis de pr\u00e1tica: o primeiro \u00e9 uma\u00a0visualiza\u00e7\u00e3o de Tara no espa\u00e7o \u00e0 frente, e n\u00e3o requer inicia\u00e7\u00e3o; o segundo\u00a0inclui a visualiza\u00e7\u00e3o de si mesmo como Tara, e exige inicia\u00e7\u00e3o. Por meio da\u00a0inicia\u00e7\u00e3o, as b\u00ean\u00e7\u00e3os da linhagem s\u00e3o formalmente transmitidas e a mente do\u00a0praticante \u00e9 amadurecida para que realize a profundidade da pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>S.E. Chagdud Tulku utiliza o texto abreviado como estrutura de apoio para a\u00a0yoga dos sonhos de Tara e para as pr\u00e1ticas de cura. Como todos os textos\u00a0lit\u00fargicos tibetanos (s\u00e2nsc. sadhana), o texto \u00e9 dividido em tr\u00eas partes\u00a0principais: as preces preliminares, a pr\u00e1tica principal e as preces de\u00a0conclus\u00e3o.<\/p>\n[products_slider title=&#8221;&#8221; per_page=&#8221;12&#8243; featured=&#8221;no&#8221; latest=&#8221;no&#8221; best_sellers=&#8221;no&#8221; on_sale=&#8221;no&#8221; orderby=&#8221;menu_order&#8221; order=&#8221;desc&#8221; layout=&#8221;default&#8221; category=&#8221;tara-vermelha, &#8221; ]\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tara \u00e9 o aspecto feminino do Buddha e, da mesma forma que ela \u00e9\u00a0indissoci\u00e1vel do estado desperto iluminado do Buddha, todas as deidades\u00a0femininas s\u00e3o aspectos de Tara e indissoci\u00e1veis dela. Em particular,\u00a0prestamos homenagens \u00e0 vinte e uma Taras que emanam como deusas das fam\u00edlias padma, vajra, ratna e karma. Os [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":19560,"featured_media":8880,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[451],"tags":[],"class_list":["post-6061","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura-budista"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cintamani.com.br\/loja\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6061","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cintamani.com.br\/loja\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cintamani.com.br\/loja\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cintamani.com.br\/loja\/wp-json\/wp\/v2\/users\/19560"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cintamani.com.br\/loja\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6061"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.cintamani.com.br\/loja\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6061\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":90290,"href":"https:\/\/www.cintamani.com.br\/loja\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6061\/revisions\/90290"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cintamani.com.br\/loja\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8880"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cintamani.com.br\/loja\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6061"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cintamani.com.br\/loja\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6061"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cintamani.com.br\/loja\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6061"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}